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A MALDIÇÃO DA TERRA SECA - HISTÓRIA DE TERROR EM PORTUGUÊS - BREDEVOORT VAN DEN BERG
Na imensidão implacável do Karoo, onde o silêncio é mais assustador que qualquer grito, desenrola-se uma história de horror visceral e simbólico. A vida de Johan e Lena, outrora próspera na sua quinta, é agora uma pálida sombra do passado. Tudo muda, no entanto, com uma única gota de chuva vermelha. A partir desse instante, a realidade desmorona-se: pegadas de mãos ensanguentadas surgem nas janelas, crianças desaparecem sem deixar rasto e a terra ressequida parece ganhar vida, exigindo o pagamento de uma dívida ancestral que ninguém consegue saldar.
Nesta paisagem amaldiçoada, a culpa e a redenção tornam-se presências tangíveis, enquanto os segredos mais profundos da terra despertam com uma sede insaciável. Este conto mergulha o leitor numa atmosfera de angústia crescente e mistério sombrio, onde cada sussurro do vento é uma ameaça e cada sombra um juízo. O que acontece quando a natureza exige vingança pelos erros da humanidade? Quem pagará o preço final?
Perfeito para os apreciadores de terror psicológico e narrativas intensas, este relato cativa desde a primeira linha e perseguirá o leitor muito para além da última página. É uma imersão no lado mais obscuro e perturbador do Karoo, concebida para quem procura experiências literárias profundamente impactantes e inesquecíveis. Prepare-se para noites em claro.
"Johan Steenkamp ajoelha-se no pó, os dedos cravados numa pedra como se fosse uma prece. O chão sob ele são lábios rachados que já nada podem rezar. Sete anos. Sete malditos anos sem uma gota de chuva. As mãos tremem enquanto ele esfrega a terra árida, como se ainda pudesse sentir o milho a ser colhido ali um dia. Agora, apenas pó e esperança que voam a cada rajada de vento.
Lena está atrás dele, a sua sombra cai sobre as fissuras do solo. Os braços estão cruzados sobre o estômago, os lábios secos e gretados.
"Isto não está certo", diz ela. A voz crepita como os galhos da árvore espinhosa que ainda não morreu.
Johan olha para cima. O céu está branco de calor, mas lá, no horizonte, paira uma única nuvem negra. Pequena. Escura. Como uma mosca a rondar uma vaca.
"Lena", murmura ele, a voz rouca. "Olha."
Ela segue o seu olhar, os olhos a estreitarem-se. "Isso não significa nada. Já olhámos antes."
Mas a nuvem não se move. Fica lá, pesada de algo que não é chuva.
Então ela abre-se.
A primeira gota atinge Johan na testa. Quente. Estranha. Ele limpa-a, olha para os dedos.
Vermelhos."